Scaloni says suffering is in Argentina’s DNA after extra-time win over Switzerland

3 weeks ago  ·  4 min read
By William Rodriguez - bdbusinessdaily.com
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Scaloni: O sofrimento faz parte do DNA argentino após vitória nos tempos extras

Bdbusinessdaily.com – A vitória da Argentina por 3 a 1 nos tempos extras sobre a Suíça nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 destacou, segundo o técnico Lionel Scaloni, a essência do futebol argentino: a resiliência. “O sofrimento faz parte do DNA argentino e, dessa forma, nos prepara para os desafios mais duros,” afirmou Scaloni em entrevista pós-jogo. A seleção, que precisou superar uma deficiência de dois gols na partida, mostrou novamente a capacidade de se reinventar em momentos decisivos. O treinador destacou que a equipe está mais adaptada ao estilo de jogo moderno, onde a pressão adversária é constante e a vitória depende de detalhes.

Desafios em cada etapa do campeonato

A trajetória da Argentina até o quarto de final foi marcada por episódios de grande intensidade. Na fase de grupos, a equipe enfrentou a Cabo Verde e, após um empate 3 a 2, conseguiu manter a confiança. “O sofrimento não é apenas algo que vivemos em 2022, mas algo que carregamos de todos os nossos torneios anteriores,” explicou Scaloni. O técnico ressaltou que a experiência acumulada no campeonato lhes ensinou a dominar a pressão e a manter a calma mesmo em situações adversas. A Suíça, por sua vez, ofereceu um desafio intenso, com jogadores como Granit Xhaka e Kevin Trapp demonstrando eficiência nos momentos decisivos.

“A forma como lidamos com o empate e com a vantagem que tivemos no tempo extra é algo que nos identifica. O sofrimento está no nosso ADN e nos prepara para qualquer cenário,” disse Scaloni.

Após a igualdade no 67º minuto, a Argentina precisou de 35 minutos de tempo extra para garantir o avanço. A atuação de Julian Alvarez e Lautaro Martinez foi decisiva, mas Scaloni atribuiu a vitória a toda a equipe. “O sofrimento é uma característica que se forma ao longo do tempo. Nossa coesão e a capacidade de trabalhar em conjunto são frutos desse processo,” afirmou. A estrutura tática adotada pelo técnico, que incluiu uma defesa mais compacta e uma transição rápida para ataque, foi essencial para concretizar a vitória em uma das fases mais acirradas do torneio.

A trajetória de superação do elenco

Scaloni destacou que o elenco argentino tem um histórico de superar adversários fortes. “O sofrimento não é uma fraqueza, é uma força. Somos um time que já passou por situações semelhantes e temos a consciência de que precisamos aguentar,” comentou. A seleção, que chegou à Copa do Qatar 2022 com uma equipe mista e jovem, teve que se adaptar rapidamente ao ritmo do campeonato. “O sofrimento nos ensina a dar o melhor de nós em qualquer momento. Isso é algo que não podemos perder,” enfatizou. A convivência com pressões intensas tornou-se uma característica do grupo, que tem se consolidado como uma das seleções mais competitivas da atualidade.

“Não há nem um jogador que não tenha passado por momentos difíceis. O sofrimento é parte do nosso processo e, por isso, sempre nos motiva a seguir em frente,” explicou Scaloni.

Além do desempenho coletivo, Scaloni destacou o papel individual de atletas como Messi, que, apesar da idade, continua sendo um elemento fundamental. “A melhoria na organização de cobranças de falta, com o gol de Alexis Mac Allister, foi crucial. O sofrimento é algo que nos une e nos dá a motivação para ir além,” disse. A vitória sobre a Suíça não apenas garantiu a Argentina uma vaga nas semifinais, mas também reafirmou a identidade de um time que valoriza a persistência e a capacidade de superar obstáculos. O treinador espera que essa mentalidade continue sendo a base para o resto do campeonato.

Os fãs argentinos, que costumam se emocionar com a história do país e seu futebol, apoiaram o time com fervor ao longo da competição. Scaloni mencionou que essa conexão com o público é parte integrante da identidade da seleção. “O sofrimento não é apenas algo técnico, é emocional. A torcida nos apoia em cada momento, mesmo quando estamos no fundo da tabela,” comentou. A Argentina, que busca sua sexta vaga consecutiva nas semifinais, está pronta para enfrentar novos desafios, com a certeza de que a resiliência será sua principal ferramenta.

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